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SMU Investimentos
15 de junho de 2022 · 0 min de leitura

Saiba o que é o Mercado Secundário de startups e como isso pode beneficiar o setor de venture capital

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Por meio do Sandbox Regulatório, a SMU Investimentos, Atris, nTokens e Demarest conseguiram a aprovar a criação de uma “exchange de startups”, modelo que viabiliza a negociação de empresas de tecnologia entre investidores

A demanda de consumidores por produtos e serviços mais baratos, eficientes e ambientalmente responsáveis foi um movimento que contribuiu para o despertar de um grande número de startups nos últimos anos. Com o advento da tecnologia, soluções de ponta se tornaram mais acessíveis para que companhias de diversos tamanhos e setores pudessem ter acesso a ferramentas para sanar suas próprias dores e deficiências.

Para se ter ideia do tamanho do segmento de venture capital brasileiro, as startups captaram US$ 9,4 bilhões ao longo de 2021, segundo dados da plataforma de inovação aberta Distrito. O montante é 164% maior ante o ano anterior, que teve US$ 3,5 bilhões. Mas, assim como o crowdfunding chegou no início da última década como uma nova possibilidade de angariar recursos aos empreendedores, outras formas de financiamento podem ser alternativas para as empresas.

Pensando nisso, ao lado de Atris, nTokens e Demarest, a SMU Investimentos conseguiu a aprovação junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para a criação de uma “exchange de startups”. O projeto foi aceito por meio do Sandbox Regulatório, um ambiente estabelecido por autoridades reguladoras como CVM e o Banco Central (BC), em que as empresas do setor financeiro utilizam a suspensão temporária de barreiras regulatórias para apresentar ideias inovadoras.

Na prática, isso significa o desenvolvimento de um mercado secundário para atrair novos investimentos no setor. Quando falamos do mercado de ações, o mercado secundário é quando os investidores passam a negociar entre si os papéis das empresas listadas em Bolsas de Valores. Assim, uma “exchange de startups” seria utilizada para que investidores pudessem reforçar a posição em determinada empresa de tecnologia ou vender o ativo para realizar o lucro sem a necessidade de esperar uma rodada de capital posterior.

Para se adequar à proposta de inovação exigida pela CVM, toda a transação será concluída na plataforma de mercado secundário, com o controle e a transferência da propriedade do papel registrado em blockchain, visando maior segurança. Da mesma forma, a liquidação financeira será realizada por transferências via carteira digital ou “wallets”.

De acordo com o CEO da SMU Investimentos, Rodrigo Carneiro, a proposta pode resolver dois pontos problemáticos do segmento de venture: gerar maior liquidez às empresas e permitir que investidores tenham maior liberdade para mudar posições em ativos que, eventualmente, deixem de ser interessantes.

“Em 2013, a SMU foi a pioneira na criação do crowdfunding de investimentos. Agora, queremos mudar as regras para aumentar ainda mais os volumes aportados em startups e levar fundos e investidores-anjo para contribuir e sanar as dificuldades de mercado das empresas”, afirma Carneiro.

Mas quando o mercado secundário começa a funcionar?

O modelo de Sandbox Regulatório, que tem a data de início dos testes marcada para 1º de junho, vai beneficiar desde rodadas em empresas mais prematuras até as fases mais avançadas, passando por Family, Friends & Fools (FFF), investimento-anjo, Pré-Seed, Seed e Série A — os três últimos são estágios que contemplam o crowdfunding.

Como se trata de um modelo experimental, o mercado possui um número pré-estabelecido de empresas que serão negociadas nos próximos 12 meses, o que poderá ser ampliado no futuro. É preciso dizer, ainda, que as empresas participantes do Sandbox devem demonstrar às autoridades reguladoras o poder de transformação do projeto para mantê-lo no mercado para além da fase de testes.

“Por meio desse projeto, a SMU evolui na criação de um ecossistema para startups, que se inicia com o crowdfunding, na captação primária, e passará a integrar a opção de liquidez, por meio do mercado secundário. Esse movimento permitirá novos investimentos sem a participação de intermediários”, destaca o sócio de mercado de capitais e M&A do Demarest, Thiago Giantomassi.

Os investidores que desejarem comprar ou vender suas cotas deverão entrar na plataforma, em seus dashboards, e ativar a opção “beta test mercado secundário”. Dessa forma, quando a participação de uma empresa estiver disponível, o investidor será comunicado para realizar a compra ou venda. E o ecossistema abrange, também, empresas que captam recursos em outras plataformas, além da própria SMU.

“O mercado de capitais para pequenos negócios chegou a receber alguns estímulos no passado. No entanto, não atraiu massivamente investidores e intermediários, justamente devido aos custos mais elevados”, destaca Carneiro. “Nossa proposta é dar vazão a essa necessidade dos players que atuam na Nova Economia”, completa.